Com o corte da taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual, passando de 14% para 13,7% ao ano, os investimentos também são afetados.A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Mesmo com a queda, a taxa ainda é considerada alta.O que torna mais rentáveis as aplicações de renda fixa que são atreladas à taxa, como os CDBs pós-fixados e fundos DI.Para Antonio Sanches, analista de alocação da Rico, mesmo com a redução para 13,75% ao ano, a Selic permanece elevada, e a renda fixa pós-fixada continua oferecendo uma relação atrativa entre risco e retorno.“A Selic nesse patamar continua rendendo cerca de 1% bruto ao mês. Tesouro Selic, CDBs e outros produtos ligados ao CDI seguem importantes para liquidez, reserva de emergência e menor volatilidade”, explica Sanches.Segundo ele, a diferença é que sua remuneração tende a diminuir gradualmente se o ciclo de cortes continuar. O cenário-base projetado por ele não prevê uma pausa do Copom.“Projetamos a Selic em 13,25% ao final de 2026 e em 11,50% ao final de 2027, com a maior parte da queda concentrada no primeiro semestre do próximo ano”, acrescenta.Por isso, a importância de diversificar a carteira e não depender apenas do CDI, já que o espaço para ganhos com pós-fixados vai encolhendo. Veja a seguir a simulação dos investimentos mais populares:Dentro da renda fixa, os prefixados ganham atratividade porque permitem travar taxas nominais ainda elevadas antes que elas diminuam, além de poderem se valorizar se os juros de mercado recuarem. Os títulos IPCA+ também continuam relevantes por combinarem juros reais elevados com proteção contra a inflação, especialmente num momento em que os núcleos de inflação ainda rodam acima de 3%, mesmo tendo recuado de perto de 5% para próximo de 4% ao ano nos últimos meses.“A orientação não é abandonar o CDI, mas combinar pós-fixados, prefixados e IPCA+ conforme o perfil, o objetivo e o prazo do investidor”, alerta Sanches.O analista afirma que os fundos imobiliários e a Bolsa também podem se beneficiar da queda dos juros, mas a relação não é automática.Nos FIIs, os preços respondem principalmente às expectativas para os juros futuros e, historicamente, as oportunidades antecipam o ciclo de corte de juros. Na Bolsa, juros menores reduzem o custo de capital e podem favorecer as ações, mas o desempenho continua condicionado ao contexto econômico, fiscal e externo.Por isso, segundo ele, não há necessidade de grandes mudanças na carteira. “Entender as oportunidades e como elas se adequam aos seus objetivos e horizonte de investimentos continuam sendo prioridade na hora de investir”, orienta.Com a decisão do Copom (Conselho de Política Monetária), do BC (Banco Central), desta quarta-feira (16), a Selic atingiu o menor nível desde o início de 2025, na quinta queda consecutiva na série de recuos iniciada em março deste ano. A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. A redução de juros é uma medida para estimular a economia, assim como o aumento é para conter o consumo e barrar a alta de preços, combatendo a alta dos preços.Quando a Selic cai, a tendência é de redução do custo do crédito, favorecendo o consumo das famílias, os investimentos das empresas e o crescimento da atividade econômica.Quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro. Empréstimos, financiamentos e o rotativo do cartão de crédito passam a cobrar juros mais elevados, o que reduz o consumo, desestimula investimentos e ajuda a conter a inflação.Ainda assim, as taxas cobradas pelos bancos também dependem de fatores como inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp























