Os planos de saúde passarão a cobrir o DIU hormonal para pacientes com endometriose em situações específicas. A mudança, publicada nesta terça-feira (22/9), foi definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e entra em vigor em 1º de outubro.A nova regra estabelece a obrigatoriedade do procedimento quando houver indicação prevista em bula ou quando a paciente não puder usar contraceptivos orais combinados ou não aderir a esse tipo de tratamento. Leia também SaúdeDIU hormonal e risco de câncer de mama: o que se sabe sobre esse elo Claudia MeirelesGinecologista cita sintomas que indicam que você pode ter endometriose SaúdeMulheres com endometriose têm 46% mais chances de desenvolver diabetes SaúdeAlterações sistêmicas da endometriose podem causar queda de cabelo O que muda na cobertura?O procedimento já constava no rol da ANS, mas agora passa a ter critérios claros de cobertura para casos de endometriose. A norma inclui tanto o dispositivo quanto a inserção.A atualização foi feita por meio de uma diretriz que detalha quando o plano é obrigado a autorizar o método. A medida altera regras que estavam em vigor desde 2021.O que é endometriose?A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio – que reveste o útero – em outras partes do corpo, como ovários e intestino, formando lesões.A doença interfere em diversos aspectos da vida da mulher, incluindo saúde mental, vida sexual, relações pessoais, trabalho e renda.Entre os principais sintomas associados à endometriose estão: dismenorreia (cólica menstrual intensa), dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante a relação sexual com penetração), infertilidade, queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico.As causas da endometriose ainda não são completamente conhecidas e o diagnóstico definitivo só é possível por meio de laparoscopia.Como o DIU hormonal é usadoO DIU hormonal libera levonorgestrel, um hormônio que ajuda a controlar sintomas da endometriose, como a dor. O tratamento pode variar conforme o quadro clínico e pode incluir medicamentos hormonais ou cirurgia, e o uso do DIU é uma das opções para manejo dos sintomas.A mesma indicação já foi incorporada ao Serviço Único de Saúde (SUS) em 2025. Agora, passa a valer também para a saúde suplementar dentro dos critérios definidos pela agência.








