O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu à declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre esperar que o Brasil saia de um “curso socialista decadente”, direcionada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Em publicação nas redes sociais, Boulos disse que o argentino é uma “vergonha” e que “ninguém quer comer carne de burro por aqui”. Leia também MundoMilei diz esperar mudança no Brasil: “Curso socialista decadente” MundoMilei trata Malvinas como “causa nacional” e critica a ONU em discurso Manoela AlcântaraFlávio recorre ao TSE para impedir que Lula use discurso na ONU em campanha BrasilLula volta da ONU, intensifica campanha e planeja novas medidas contra bets A jornalistas na Assembleia Geral das Nações Unidas, Milei, aliado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmou torcer para que o Brasil “possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, ao ser questionado se uma eventual eleição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) abriria caminho para que o Brasil integre o Escudo das Américas, grupo de países alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.“Não, obrigado @JMilei. Ninguém quer comer carne de burro por aqui. Você é uma vergonha para a América Latina e para o bravo povo argentino!”, escreveu Boulos no X.A declaração se refere à alta nos preços vistos no país nos últimos anos. Um dos itens mais afetados é a carne bovina, levando ao consumo de carne de burro na Argentina.Como mostrado pelo Metrópoles, essa proteína era comercializada por cerca de 7,5 mil pesos o quilo (aproximadamente R$ 37,50) em abril, valor inferior ao da carne bovina.As declarações de Milei se somam às críticas incisivas feitas por ele ao presidente Lula nos últimos meses. Durante visita do presidente argentino ao Brasil para a convenção do PL que oficializou Flávio como candidato, chamou o petista de “ladrão” e “presidiário”.As declarações levaram o Itamaraty a convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires e a rebaixar a relação diplomática com o país vizinho.








