O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (16) é o ministro da Educação, Leonardo Barchini. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a transição histórica do Brasil da garantia de acesso às salas de aula para a busca pela qualidade da aprendizagem, além dos impactos socioeconômicos do programa Pé-de-Meia e das metas de expansão do ensino em tempo integral e técnico no país.Citando um estudo do Insper, Barchini revelou que o programa Pé-de-Meia evitou a evasão de quase 370 mil jovens em 2025, gerando um retorno estimado em R$ 180 bilhões para a economia nacional. A iniciativa, que atualmente conta com aporte de R$ 12 bilhões por ano, registrou queda de 61% no abandono escolar e 62% na reprovação nos últimos quatro anos. Diante dos resultados, o ministro confirmou o plano de universalizar a medida. “Ele não é um programa assistencialista, é um programa pedagógico [...]. Nós vamos, no próximo período, expandir o Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público no Brasil”, destacou.Ao contextualizar o financiamento educacional, Barchini argumentou que o Brasil iniciou seus investimentos em educação básica de forma tardia em relação a outros países emergentes, consolidando fundos permanentes como o Fundeb apenas nas últimas duas décadas. Para acelerar o rendimento dos alunos, o Ministério da Educação trabalha para elevar a proporção de matrículas em tempo integral de 15% para 26% no país. “No mundo inteiro, a escola é de tempo integral [...]. A gente precisa aumentar a exposição do estudante, do jovem à aprendizagem, à escola”, sustentou o chefe da pasta, ressaltando reflexos positivos também na segurança pública e no apoio às famílias.O ministro também apresentou dados sobre a expansão do ensino técnico integrado ao ensino médio, modalidade que subiu de 10% para 20% das matrículas nacionais. Segundo Barchini, alunos do ensino técnico apresentam uma taxa de ingresso no ensino superior de 44%, contra 27% dos egressos do ensino médio regular. Para ampliar a oferta, o MEC está construindo 111 novas unidades dos Institutos Federais, que gerarão 140 mil novas vagas. No ensino superior, o programa Universidades Transformadoras adicionará 20 mil vagas em cursos de áreas inovadoras e na saúde, suportado por um investimento de mais de R$ 5 bilhões para consolidação e criação de novos campi.Por fim, a entrevista tratou da valorização dos professores e das diretrizes para a introdução da inteligência artificial nas escolas públicas. Barchini enfatizou que a tecnologia deve ser adotada com parcimônia para não comprometer o aprendizado, priorizando a capacitação docente por meio do ambiente virtual Avamec. “Inteligência artificial é ferramenta, não é um fim por si só [...]. Primeiro de tudo, a gente precisa ter uma formação massiva dos nossos docentes no Brasil inteiro”, concluiu.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp


